quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Avaliação (Review): Soft99 Authentic Premium É boa? Vale a pena? Como usar? Testamos a Soft99 Authentic Premium!

Fala galera, tudo na boa?

Recebemos da Soft99 a cera Authentic Premium, uma das ceras com alguns mimos bem interessantes para o pessoal que gosta de exclusividade.

Essa é uma cera em pasta macia à base de carnaúba premium, com material selecionado e produzida artesanalmente, com produção limitada e algumas características bem interessantes que à diferem das demais comercializadas no Brasil.

Começamos então pela embalagem:

A latinha conta com uma borda emborrachada, isso significa que você pode colocá-la diretamente na lataria do carro sem o risco de riscar a pintura.

Isso traz praticidade e agilidade no processo de enceramento.

Na tampa da lata temos uma mini escova, para remover qualquer excesso de cera dos cantinhos das borrachas e etc, com segurança e exatidão.

O aplicador possuí formato diferenciado, o que facilita a coleta de cera para aplicação, tendo em vista que podemos usar os dedos para segurar ele e girar dentro da lata, prevenindo buracos na cera quando tiramos ela com o aplicador para o uso.

Além disso, existe um lado com tecido super macio, para uso durante os trabalhos. Essa face com tecido garante maior aproveitamento e rendimento da cera, tendo em vista que os poros da espuma aplicadora tendem à concentrar produto.

Características: É uma cera neutra, sem grande capacidade de limpeza, cera com compostos naturais, com aroma muito agradável durante o uso e após a aplicação, não exigindo ao meu ver uso de máscaras para aplicação. Não possuí micro abrasivos, portanto não remove riscos.

Aplicação: Trata-se de uma cera em pasta fácil de espalhar na pintura, não seca facilmente durante a aplicação, facilitando a cobertura mesmo em dias quentes, com muito vento e aplicações em dias muito secos.
Deve ser aplicada peça à peça com tempo de cura para remoção variando entre 5 e 15 minutos por painel, sem grandes dificuldades de remoção do excesso de cera quando seco, podendo ser facilmente removida após seca com uma nova aplicação da cera e remoção na sequência, sem a espera do tempo de cura.
O tempo de maturação varia entre 4 e 8 horas, para que a cera atinja seu padrão de dureza e proteção.

 

Pode ser usada em pintura fosca?


Sim! Porém não espere o tempo de cura, apenas aplique e na sequência já remova, para não manchar a pintura fosca. O grau de proteção e durabilidade ficará prejudicado sem dúvidas.

Dá para remover com a roto orbital?

Sem problemas! confira nos vídeos abaixo como proceder:

https://www.youtube.com/watch?v=swZBH1q14FI
https://www.youtube.com/watch?v=nhmi8jnqAXQ

Dá para aplicar com roto orbital?

Não recomendo aplicação de ceras em pasta com politriz roto orbital.

Rendimento: Tendo em vista o mencionado anteriormente, o rendimento da Authentic tende à ser acima da média das demais carnaúbas em pasta na mesma categoria que uso atualmente. Um detalhe bem interessante é que esta lata tem 200g, o que você deve levar sempre em conta na hora da compra. É uma cera que fará mais de 30 aplicações em carros médios com tranquilidade.

Durabilidade: A durabilidade de uma cera como essa na pintura tende à ser algo em torno de 3 meses, com perda gradual de grau de repelência à aguá e lisura ao tato, com lavagens de 15 em 15 dias conforme mecanismos de lavagem que mencionamos no canal.


Manutenção: Entre os 3 meses, recomendo que, sempre após a descontaminação com clay bar ou após 4 lavagens, seja aplicada uma cera líquida à base d'água (Quick Detailer) para maximizar a vida útil da proteção e melhorar o aspecto de tato, brilho e limpeza, ajudando na proteção e minimizando a quantidade de contaminação grudada na pintura entre as lavagens e manutenções da pintura.

Posso aplicar por cima da Fusso?

Não recomendo combo de ceras pois a Fusso possuí um padrão de repelência superior as demais ceras do mercado, característica essa que será anulada pelo uso da Authentic após o enceramento com a Fusso.

Mascaramento: Boa capacidade de cobertura de pequenos riscos e hologramas leves.

Devo umedecer o aplicador / microfibra durante o uso da cera?

Não, esta é uma cera que não deve ser aplicada ou removida com pano umido / molhado. Isso trará manchas na pintura.

Posso usar em um carro recém pintado?

Não recomenda para repintura com cura inferior à 30 dias.

Esse padrão de cera eu uso nos meus trabalhos de polimento, cristalização e após as lavagens na etapa de proteção em serviços que faço para meus clientes, sendo minha "proteção básica" oferecida como acabamento final após os trabalhos.

Uso ceras líquidas para finalizar meus trabalhos?


Somente em repinturas e carros previamente tratados com ceras como a Authentic.

Soft99 Authentic Premium pode ser usada nos faróis?

Sim, sem problemas.

Soft99 Authentic Premium pode ser usada nos vidros?


Como já comentamos anteriormente, não deve ser usada no para-brisa.

Vídeo completo do review, teste e uso da Cera Soft99 Authentic Premium:



www.rodrigogsi.com.br

Loja virtual com kits especiais: rodrigogsi.tudonavitrine.com.br

Loja no Mercadolivre: http://lista.mercadolivre.com.br/_CustId_75922527



sexta-feira, 27 de julho de 2018

Princípios e dicas de como recuperar para-choques: Recuperação de para-choques com solda plástica como fazer corretamente.

Bom dia pessoal.

Seguindo mais uma compra para a oficina, hoje chegou a vez de falar sobre recuperação e solda de parachoques.

Antes de apresentar um equipamento para recuperar parachoques quebrados e trincados e peças plásticas em geral, vou comentar alguns pontos importantes sobre o processo de recuperação de parachoques e peças plásticas.

Existem diversos tipos de materiais plásticos empregados no mercado automotivo para construção de para-choques e etc, alguns mais flexíveis, outros menos, alguns mais resistentes e outros menos.

Tendo em vista o fator "tipo de plásticos" devemos ter em mente a primeira e mais importante regra:

1. Para soldar para-choques e plásticos, devemos utilizar obrigatoriamente o mesmo tipo de plástico para fazer a emenda, a solda, o enxerto.

Isso vai assegurar que o plástico terá a mesma temperatura de fusão e a mesma característica química do original. À grosso modo podemos dizer que teremos um material compatível com o outro para soldar.

A maioria dos para-choques são de polipropileno (PP). Portanto devemos usar o mesmo tipo de plástico PP para fazer enxertos e soldas.

Agora, vamos as demais dicas básicas sobre o processo de reparação de para-choques e peças plásticas em geral que devemos ter sempre em mente para fazer o reparo!

2. Temperatura: Cuidado ao derreter e soldar o plástico!

Procure na internet pelas informações de temperatura de fusão do plásticos que você está reparando, tanto para não aquecer demais as peças como para não aquecer de menos. Esse é um fator importante para evitar que as peças e a solda se solte com qualquer pequeno impacto e torção.

Utilize um termômetro digital com infravermelho, isso ajuda no reparo até que tenhamos prática com a solda.

3. Isole a trinca!

Muitos reparos trincam novamente após um tempo. Isso pode ser minimizados fazendo um furo com uma broca levemente maior nas extremidades da trinca (vértices da trinca). Isso evita que a trinca se propague.




4. Lixamento e preparação para a solda.

É fundamental que o plástico esteja completamente isento de tinta, cola e qualquer material que não seja ele mesmo. Deve-se lixar ou passar escovas de aço (ou qualquer outro meio de desbaste eficiente) para deixar o plástico exposto, sem nada de tinta e material de reparo como massas, colas e etc.

A solda plástica é feita com plástico sobre plástico. Somente após uma boa solda é que podemos fazer qualquer correção para acabamento.

5. Utilização de grampos.

Sempre que necessário, faça o alinhamento da trinca antes de fazer a solda, ou seja, posicione a peça corretamente na posição a ser soldada de modo que ela fique bem presa, seja por alicates de pressão, mordentes ou até mesmo pequenos pedações de arame que poderão ser removidos após a solda da área afetada ou, pelo menos, após o inicio da solda para que a peça seja alinhada de um lado e do outro.

Isso evita uso excessivo de massa na preparação para pintura.

6. Massa plástica e poliéster.

Pode ser usada sem problemas em finas camadas para o acabamento. Em caso de plásticos anti aderentes e afins, fazer testes utilizando seladora para plásticos antes da aplicação de qualquer massa.

As dicas acima servem para qualquer solda plástica, independente da ferramenta que você irá usar para fazer a solda / emenda das peças.

Grande parte dos problemas de reparos ineficazes em parachoques ocorre por não serem respeitadas as regras básicas apresentadas acima.

Seguindo essas dicas sua solda será mais resistente e certamente seu reparo será duradouro.

7. Flexibilidade e torção.

Lembre-se que, embora seja feita da maneira correta, certamente o local da solda sempre terá um grau de flexibilidade menor do que o restante da peça. Evite utilização de material muito rígido para fazer reparos em para-choques e peças mais flexíveis, especialmente nas quinas. Um exemplo de material mais rígido que será mais suscetível à quebras é a laminação por fibra de vidro.

Não digo que ela não pode ser usada, mas deve ser usada em áreas retas e com menor chance de torção e pequenos impactos.

8. Diferentes tipos de reparo em para-choques:

Para cada dano podemos usar diversas soluções, algumas delas são:

- Solda: Consiste em fazer a solda plástica das duas partes.
- Colagem: Utilização de colas de alta resistência e resinas que unem o plástico sem a necessidade de aquecimento prévio.
- Emendas: Utilizando arames, massas e afins para fazer a emenda e colagem das partes.

9. Como escolher qual processo de recuperação de plásticos utilizar?

Devemos avaliar bem o dano de acordo com o tamanho, local e flexibilidade.

Para danos maiores devemos usar mecanismos mais robustos e eficientes, além de mais duráveis, como a solda.

Para peças pequenas, que não sofrem torções e são rígidas, podemos usar mecanismos que não proporcionam algum grau de flexibilidade porém são rígidos e eficientes para o propósito, tais como massas e colas. Peças internas podem ser soldadas dessa maneira.

A praticidade do processo também deve ser avaliada. Existem casos que usar uma cola ou massa de boa resistência, aliadas à um reforço estrutural da peça vão surtir o efeito desejado. Podemos colocar aqui adaptações de peças internas que ficam escondidas e soldas em áreas pequenas como trincas em saias e spoilers laterais.

Exemplo: O uso de grampos de arame é um mecanismo excelente do ponto de vista de durabilidade, porém em casos aonde o processo é feito com furos, dar o acabamento pode ser algo complicado e que exija muita massa. Sendo assim pode ser ineficiente em reparos de áreas expostas como os parachoques.

Por isso, cada caso é um caso. Devemos pensar e refletir sobre qual é o melhor mecanismo para fazer o reparo.

10. EPIs.

Utilize sempre uma boa luva. Recomendo as de couro.

Utilize também seu respirador contra vapores orgânicos pois a fumaça produzida pelo plástico é nociva.

Agora, vamos ao vídeo com mais dicas sobre o processo de solda plástica e a diferença entre usar o Termofusor e o Parafix.



No próximo vídeo iremos mostrar como usar o Parafix V8 Brasil.

#ficaadica

Forte abraço e até o próximo!

Obrigado!

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